terça-feira, 16 de abril de 2013

Durutti Column - Sketch for Summer


O movimento Punk de meados dos anos 1970 trouxe um novo colorido para o Rock e influenciou outros subgêneros, entre eles o Pós-Punk, com bandas como Jon Savage, Siouxsie and the Banshees e Anne Clark. O Durutti Column, banda cujo idealizador e homem de frente é o guitarrista Viny Reilly, não conquistou um grande público ou amealhou fortuna, mas criou uma música ao mesmo tempo lírica e vibrante, nublada  e nostálgica como a própria atmosfera de Manchester (e do resto da Inglaterra), terra natal do grande estilista Vini Reilly - considerado por muitos (entre eles os membros do Red Hot Chilly Peppers) um dos maiores nomes da guitarra. Sketch for Summer, com toda sua melancolia e suavidade, é uma belíssima vitrine desse grupo - tremenda expansão das fronteiras do Rock.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Deep Purple - Child in Time

Se o Rock tem um denominador comum, certamente é o Deep Purple. Todos os elementos explorados por outras bandas estão presentes no Purple: do Blues à influência de música erudita (em solos “quase como Bach” como dizia o tecladista Jon Lord), do peso e dos decibéis de um Led Zep ou Black Sabath ao Soul, do Jazz ao Experimental, está tudo lá, devidamente sincronizado, balanceado e reinventado. Junto com o Black Sabath e o Led Zeppelin, o Purple compõe a trindade do Hard Rock: tudo o que veio depois nesse subgênero, começou com esses três grupos. Entre 1968 e 1976, o Purple teve quatro formações, chamadas de “marks”. O Mark II -  que aparece neste post - é que teve maior sucesso comercial e número de fãs. Child in Time, um protesto contra a Guerra do Vietnã (1955 - 1975) gravada no álbum In Rock (1970), é um clássico entre os clássicos, uma vitrine para o virtuosismo desses músicos seminais.




quarta-feira, 3 de abril de 2013

King Crimson - The Night Watch

O King Crimson é uma daquelas bandas que levou o Rock ao seu limite máximo. Numa palavra: experimental. Ideal do guitarrista e fundador do grupo Robert Fripp, um dos heróis da guitarra mais significativos da história desse instrumento, o Crimson teve diversas formações, incluindo feras imprescindíveis do Rock: Greg Lake, Bill Bruford, Adrian Belew, Tony Levin, Trey Gunn e Jon Wetton, para citar apenas alguns. Ao todo, entre 1969 e 2009, anos em que a banda esteve ativa (contando intervalos que chegam a somar mais de uma década de inatividade),  foram 18 membros e dois letristas (de fato, o Crimson é uma das poucas bandas de Rock a ter poetas como letristas). Desafiadora de regras comerciais, a banda escolheu uma plateia pequena, mas fiel. Também estabeleceu marcos musicais que influenciaram as gerações de músicos que os sucederam. De acordo com Pete Sinfield, o primeiro letrista do grupo, se a música que o Crimson estava produzindo soasse “muito popular, estava fora”. 
The Night Watch, do álbum Starless and Bible Black (1974), traz um dos melhores momentos do King Crimson A letra se refere ao quadro do mesmo nome, do holandês Rembrandt van Rijn. Embora não tenham atingido musicalmente o que Rembrandt realizou pictoricamente, é uma das mais belas canções da história do Rock - com toda a sofisticação e complicação possíveis nesse gênero musical básico e simples, o qual precisa apenas de três acordes e a verdade para criar música.